Carl Gustav Jung – Que insensato eu fui!

Jung

Que insensato eu fui!

“Do mal muita coisa boa resultou. Mantendo-me calmo, nada reprimindo, permanecendo atento e aceitando a realidade. Vendo as coisas como elas são e não como eu queria que elas fossem.
Ao fazer tudo isso, adquiri um conhecimento incomum, assim como poderes invulgares, de uma amplitude que jamais poderia ter imaginado. Sempre pensara que quando aceitamos as coisas, elas nos sobrepujam de um modo ou de outro. Resulta que isso não é verdade em absoluto. É somente aceitando as coisas que podemos assumir uma atitude em relação a elas. Por isso, tenciono agora fazer o jogo da vida, ser receptivo a tudo que me chegar, sem julgamentos, bom e mal, luz e sombra alternando-se eternamente e, desta forma, aceitar também minha própria natureza, com seus aspectos positivos e negativos. Assim, tudo se torna mais vivo para mim.
Que insensato eu fui! Como me esforcei para forçar todas as coisas a harmonizarem-se com o que eu pensava que devia ser…”

Carl Gustav Jung

2 comentários em “Carl Gustav Jung – Que insensato eu fui!”

  1. Uma informação corajosa , linda e fantástica,o depoimento desse psicanalista, sua honestidade em reconhecer a insensatez, deixando um legado para a humanidade. Conforta-me e deixa-me consciente das inúmeras insensatez cometidas, e pior ainda , sem me dar conta, vivia totalmente na entropia, nunca ouvira falar sobre ele, sempre era o Freud.”Do mal muita coisa boa resultou”.

    Responder
    • Não é mesmo. É um ser digno de admiração pelo grande poder de observar a si mesmo para aprender e de nos comunicar o que alcançou. Bem ou mal, bom ou ruim, são apenas rótulos que atribuímos a qualquer coisa. E de qualquer coisa, em especial se evitarmos os rótulos, sempre algo de útil pode ser extraído…

      Responder

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

WhatsApp Fale Comigo!