INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – VIDA APÓS A MORTE

Qual a conexão entre inteligência artificial e vida após a morte?

Faz algum tempo recriaram uma personalidade aparente de Salvador Dali para seu museu na Espanha. Não encontrei a versão com legenas em Português, mas o video é este abaixo (em Inglês).

Inteligência Artificial recriando Salvador Dali – Video

Qual foi a ideia dos criadores desse sistema?

Permitir que os visitantes do museu interagisse com uma personalidade bastante aproximada daquela do artista já falecido, para ajudar assim a terem uma melhor compreensão da obra dele.

Como fizeram isso?

Reuniram todas as informações que tinham sobre Dali, fotos, videos, textos, frases marcantes, etc., que tinham dele e buscaram a ajuda de especialistas em computadores, e programação para criar um Totem interativo com imagens em tamanho real.

Supostamente dizem ter usado inclusive programas de IA (AI) Inteligência Artificial para aprender sobre as expressões, comportamentos e ideias do artista.

Digo supostamente pois creio que se trata apenas do que mais próximos disponhamos de uma IA de verdade, ou seja, um programa de computador muito sofisticado que simula isso de forma muito convincente. Mas isto é apenas um detalhe que não impacta em nosso raciocínio.

O que conseguiram com este esforço?

Algo muito bom, interativo e próximo da realidade. As pessoas conseguem falar com Dali como se ele estivesse de fato ali disponível para aquela interação. Ele chega até a oferecer e fazer selfies como as pessoas que estão ali interagindo.

Para quem não o conheça realmente a fundo, e imagino que não se tratando de diálogos muito elaborados. Isto é “como se” estivessem realmente falando com o falecido Dali. Ele chega até a questionar se as pessoas realmente acham que ele morreu.

Fica de alguma forma a sugestão de que Dali foi imortalizado ali pela reconstrução de sua personalidade ali disponível para interação.

E o que inteligência artificial e vida após a morte tem que ver um com o outro?

Pelo menos dois pontos a destacar.

1 – O primeiro é que fica uma sensação na descrição do feito pelos envolvidos que de alguma forma ele (Dali) estaria mesmo capturado e imortalizado ali, dentro daquele sistema.

Ora, hoje isto é objetivo de muitos, que em geral “têm crenças materialistas”, que através da ciência buscam formas de se imortalizar – ou pelo menos imortalizar o personagem que elas pensam ser.

Existem cientistas efetivamente tentando (entre várias abordagens) criar condições de fazer o download do conteúdo do cérebro (que eles crêem ser a fonte da consciência), para computadores e eventualmente andróides, assim podendo pertetuar o que supõem ser a única vida, de forma indeterminada.

Isto, se alcançado, permitiria uma “vida após a morte”, de algum tipo, para quem se crê ser apenas matéria.

2 – O segundo ponto de conexão seria, que talvez quando supomos ter contato com os mortos, diretamente ou através de algum médium, pode ser que realmente estaríamos falando com uma IA de plantão, disponível apenas para nossa interação, não sendo “de verdade” mais o “falecido” que fica por ali de plantão “esperando” para ser consultado pelos familiares.

Isto pode chocar alguns, mas peço alguma paciência pois vou esclarecer melhor. Uma atitude de mente aberta e cética é no entanto necessária, para dar a você, uma chance de compreender o assunto antes de apenas descartá-lo.

Qual o ponto de vista My Big TOE (Minha Grande Teoria de Tudo) sobre tema?

É bem próximo do 2o ponto considerado acima.

A teoria MBT apontaria aos seguintes fatores:

  • a realidade é virtual, digital e gerada pela consciência fundamental.
  • somos a consciência individuada que “pilota” o avatar, portanto a morte do personagem não é a morte da consciência que continua.
  • experimentamos “pacotes de experiência” (chamados por alguns de “vidas”) nesta realidade simulada/programada.
  • entre pacotes de experiência seguimos existindo como consciência individuada, mudando apenas de “ambiente”.
  • a consciência que somos segue evoluindo e se modificando com cada aprendizado que temos, tanto nas interações nesta realidade, como nos tempo intermediário entre os pacotes sucessivos de experiência.
  • o “sistema mais ample de consciência digital” (LCS) tem toda informação armazenada sobre quem éramos até o momento do fim da “vida” do personagem.
  • a consciência que termina seu pacote de experiência aqui segue sua evolução deixando de ser aquele personagem.
  • o “sistema” utiliza a informação completa sobre os personagens que existiram, permitindo a recriação dos mesmos, “como se fosse uma IA interativa”, para interação com os familiares interessados.
  • essa disponibilização é apenas para beneficio daqueles que podem ser auxiliados por essa interação, na resolução de conflitos ou temas pendentes seus, com a figura do “falecido”.

Ou seja, os “mortos” seguem em frente, seguem crescendo (ou pelo menos tendo oportunidade para isso). Assim, faz muito sentido que deixem de ser o que eram por ser mais do que aquilo. E realmente não faz sentido que fiquem de plantão esperando “contato”.

E os contatos que eventualmente ocorrem, ocorrem com a mais fidedigna cópia congelada (no sentido de sem evolução adicional ou vida própria) recriada pelo LCS para estas interações.

Todos os envolvidos ficam satisfeitos. Quem precisava do contato o tem disponível. Quem precisava seguir em frente pode fazê-lo sem ficar preso ao histórico.

Conclusão: a IA de Dali simula mas da realidade do que parece!

Sim, é isso mesmo. Sou grato a leitora Solange que compartilhou esse video sobre o Dali comigo. Ele é uma descrição muito acurada do que o sistema (LCS) oferece como suporte a quem procura contato com seus entes falecidos. Me deu inspiração para escrever este artigo.

E esta imagem explica muito melhor que muitas palavras.

De forma resumida, o sistema disponibiliza uma interação com um banco de dados inteligente que utiliza todas as informações (muito mais detalhadas e melhor operadas que o sistema do nosso Dali) sobre a pessoa contactada, e a recria sob demanda para cada interação.

Como o sistema é inteligente ele calcula quais seriam as possíveis reações e respostas “daquela pessoa no banco no banco dedos“, mesmo a informações novas, que o “falecido” não dispunha ao momento da sua morte. Isso dá muito mais realismo a coisa.

É “O Sistema”, trabalhando.

Não se trata de apenas mais um computador qualquer.

Veja também este artigo anterior (Reencarnação pelo ponto de vista My Big TOE) para melhor compreensão do acima exposto: https://mybigtoe.com.br/reencarnacao-pela-teoria-mybigtoe/

Artigo escrito por Mario Jorge.

Foi baseado nos conceitos, teoria livros e vídeos de Tom Campbell, autor da My Big TOE.

8 comentários em “INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL – VIDA APÓS A MORTE”

  1. Interessante, Mario, muito interessante.

    Agora, em relação ao segundo ponto, por que essa interação, esse contato com a “cópia de interação – AI de plantão” não poderia ser a consciência original?

    Por que a interação não poderia ser com a consciência individual que continua em desenvolvimento? Me faz lembrar a tradição católica que tem nos santos uma intercepção com o divino.

    Gosto desse tema.
    Janú

    1. Olá Janú… grato pelo feedback e ponto levantado.
      Realmente me parece que tem muito pouco que seja “impossível” dada a forma como as “realidades” são geradas.
      Não existe nenhum impedimento para que alguém com habilidade possa estabelecer contato, via rede de consciência, com alguém que recém deixou este “pacote de experiência” na PMR (ou faleceu como personagem).
      Um dos pontos é que o sistema suporta aquela pessoa em transição para seguir em frente. Em geral o contato é muito mais uma necessidade (pelo que entendemos das explicações do Tom) dos que ficaram para trás.
      No geral, imagina que alguém se foi e tivesse de ficar lá esperando, sem poder seguir em frente com sua “vida” e oportunidades de aprendizado, só para ter de atender daqui a um dia, um mes, um ano ou dez anos, alguém que resolvesse contata-lo… Não faz sentido. A pessoa segue em frente com a vida… e o sistema fica de plantão com todos os detalhes e personalidade da pessoa, para anteder as “necessidades” de contato…
      Faz sentido para você? Talvez se já tiver lido toda a trilogia venha a fazer…

      Um forte abc,

      Mario Jorge

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