“O que é a realidade? É a matéria que vemos e tocamos? – Maria Stromme

“O que é a realidade? É a matéria que vemos e tocamos?

Ou será que a consciência – a nossa capacidade de sentir e perceber – é, na verdade, a base de tudo?

Hoje, vamos explorar uma teoria revolucionária que propõe uma mudança radical em nossa compreensão do universo. E a pessoa por trás dessa ideia não é um filósofo isolado em seu gabinete, mas uma renomada cientista de materiais.

Seu nome é Maria Stromme.

Ela é física e professora de Ciência dos Materiais na prestigiada Universidade de Uppsala, na Suécia. No seu dia a dia, a pesquisa dela se concentra no mundo minúsculo da nanotecnologia, desenvolvendo novos materiais para aplicações em energia, medicina e armazenamento de dados.

Mas recentemente, Maria Stromme deu um passo ousado para fora da sua zona de conforto. Ela publicou um trabalho que pode redefinir nossa visão da existência. O artigo se chama “Consciência Universal como Campo Fundamental”.

E o que ela propõe é, no mínimo, fascinante.

Vamos destrinchar os pontos centrais da sua teoria:

Primeiro: A Consciência Vem Antes de Tudo.
Stromme defende que a consciência não é um produto do cérebro. Em vez disso, ela seria um campo fundamental e universal, uma base da realidade que existe antes do espaço, do tempo e da matéria. Neste modelo, o mundo material que percebemos é uma consequência, uma manifestação secundária que emerge desse campo primordial de consciência.

Segundo: Os Três Princípios da Criação.
Para explicar como esse campo se manifesta, Stromme introduz três princípios:

  1. Mente Universal: a inteligência criativa, a fonte de todo o potencial.
  2. Consciência Universal: a capacidade pura de percepção, o “campo” que permite a manifestação do espaço, do tempo e da matéria.
  3. Pensamento Universal: o mecanismo criativo que transforma o potencial infinito da Mente em realidade estruturada.

Terceiro: A Matemática da Criação.
E aqui está uma das partes mais impressionantes: Stromme não fica apenas na filosofia. Ela propõe um formalismo matemático, inspirado na teoria quântica de campos. Imagine a consciência universal como um oceano de potencial puro. O “colapso” desse oceano em realidades específicas – como o espaço-tempo ou a sua consciência individual – aconteceria através de mecanismos conhecidos da física, como a quebra de simetria, flutuações quânticas e a projeção pela autorreflexão. Nessa equação, o Pensamento Universal atua como o operador, a força que dá forma ao ilimitado.

Quarto: Implicações Profundas para o Que Nós Somos.
Esta visão tem consequências que ecoam profundamente:

  • consciência individual seria como uma onda temporária nesse oceano universal – uma manifestação localizada, mas nunca verdadeiramente separada do todo.
  • morte, então, não seria o fim, mas uma reintegração ao campo universal de consciência.
  • E fenômenos considerados “místicos”, como a telepatia, experiências de quase-morte ou sincronicidades, poderiam ser reinterpretados como interações naturais dentro desse campo unificado, e não como eventos sobrenaturais.

Quinto: Uma Ponte entre a Ciência e a Sabedoria Eterna.
Stromme não ignora o passado. Ela reconhece que sua teoria encontra ecos poderosos em tradições espirituais milenares, como o Advaita Vedanta, o Budismo, o Misticismo Cristão e o Sufismo. E, crucialmente, também dialoga com as intuições de físicos visionários como David Bohm, Erwin Schrödinger, Werner Heisenberg e John Wheeler.

Sexto: Uma Teoria que Pode ser Testada.
E esta não é apenas uma ideia especulativa. Maria Stromme avança e propõe previsões testáveis. Ela sugere que podemos procurar a influência da consciência em flutuações quânticas, em sincronizações neurais não-locais e até mesmo em possíveis “assinaturas” no fundo cósmico de micro-ondas, o eco do Big Bang. Seu trabalho é uma tentativa audaciosa de unir o rigor científico às mais profundas intuições filosóficas e espirituais.

Em resumo, a visão de Maria Stromme nos convida a um novo paradigma:

A realidade não é primariamente material; é primariamente consciente.
Nós não temos uma consciência; nós somos consciência, temporariamente individualizada.
E todo o universo físico, incluindo nossos cérebros e corpos, é uma expressão secundária de um campo consciente, universal e fundamental.

E você, consegue enxergar as fascinantes conexões entre as ideias de Maria Stromme e o trabalho de outros pensadores, como, por exemplo, Tom Campbell, que também explora a consciência como o substrato fundamental da realidade?

Esta conversa está apenas começando. E ela redefine completamente o que significa ser humano e qual é o nosso verdadeiro lugar no cosmos.

Mario Jorge Pereira dos Santos
Engenheiro, tradutor, palestrante e divulgador da obra e idéias do físico Tom Campbell
@MyBigTOECampbell Br