Será que elas nos influenciam em direção a negatividade?
A Lógica das Forças Negativas e Sua Influência: Uma Análise por Tom Campbell
De forma direta, a resposta é sim, forças ou consciências negativas podem, de fato, nos influenciar em direção à negatividade. No entanto, o mecanismo por trás disso é mais sutil e regido por regras específicas, longe de ser uma batalha cósmica de seres, ou grupo de seres, pelo controle absoluto.
A Origem da Negatividade: Uma Série de Más Escolhas
A jornada que leva uma consciência a se tornar uma força negativa começa com uma sequência de escolhas pobres. Existe um princípio psicológico fundamental em jogo: após fazer uma má escolha, o indivíduo tende a justificá-la para evitar a dor de admitir que estava errado. Esse processo de autojustificação leva a um aprofundamento da disfunção, uma espécie de “dobrar a aposta” no próprio comportamento negativo.
Esse é o caminho da “involução” – um processo evolutivo em direção à negatividade, onde uma consciência se afasta da unidade e do amor, movendo-se progressivamente em direção ao medo, ao controle e ao egoísmo.
Os Limites da Influência: O Papel do Livre-Arbítrio
Embora essas consciências negativas possam dar “empurrõezinhos” (sugerir impulsos) em outras, existem regras estritas que limitam até onde essa influência pode ir. Não é tão diferente da sugestão feita por outras pessoas, nesta mesma realidade.
A premissa central é que os seres humanos nesta realidade virtual não são meros peões em uma guerra cósmica. Nós possuímos livre-arbítrio. A influência permitida geralmente se manifesta como a inserção de uma ideia na mente de alguém, mas a pessoa sempre mantém a capacidade de rejeitar essa ideia. A influência não é forçada; é uma sugestão que pode ser aceita ou recusada.
Quem é Mais Suscetível?
A suscetibilidade a essa influência negativa não é uniforme. Indivíduos que já possuem uma propensão inerente para fazer más escolhas – aqueles inclinados ao controle, ao poder e ao uso da força – são muito mais facilmente influenciados nessa direção. A influência negativa encontra um terreno fértil onde já existe uma tendência interna correspondente.
Quebra de Regras e Sincronicidades Positivas
Quanto à quebra dessas regras por parte de algumas dessas entidades, embora isso ocorra no plano não-físico, é algo relativamente bem controlado. Quando uma regra é quebrada, há uma penalidade a ser paga, o que desincentiva tais ações.
É crucial notar que esse mecanismo de influência não é exclusivo do lado negativo. O lado positivo opera de maneira análoga. O que chamamos de sincronicidades – aqueles momentos em que encontramos casualmente a pessoa certa ou o livro exato que precisávamos – são frequentemente “empurrões sutis” do lado positivo para indivíduos que estão prontos e alinhados para receber essa ajuda e evoluir.
Conclusão
Em resumo, a lógica por trás das forças do mal não é uma lógica de dominação absoluta, mas uma de influência sutil, explorando tendências preexistentes e respeitando o livre-arbítrio. O sistema é equilibrado: enquanto influências negativas tentam atrair aqueles com propensão para o medo e o controle, influências positivas trabalham através de sincronicidades para auxiliar aqueles que buscam crescer em amor e consciência. A escolha final, no entanto, sempre permanecerá conosco.
(ASSISTA O VÍDEO DUBLADO DO TOM SOBRE O TEMA ABAIXO).
Tom Campbell – Físico e especialista em Consciência, autor da trilogia My Big TOE (Minha Grande Teoria de Tudo) e do livro de práticas Parque do Tom.
Co-autoria: Mario Jorge Pereira dos Santos – Engenheiro, tradutor e palestrante.
Mario Jorge Pereira dos Santos
Engenheiro, tradutor, palestrante e divulgador da obra e idéias do físico Tom Campbell
@MyBigTOECampbell Br